Blubell

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Um ultimo suspiro. Para renascer.
Sabe quando algo é preciso ser preenchido para que só aí você perceba que era o que faltava? Assim é o trabalho de Blubell, um tampão musical. Um disco para você parar de dizer que ainda faltava algo na música brasileira.

Figura conhecida entre os novos talentos da cena paulista, a moça já imprimiu sua voz em jingles e narrativas publicitárias. Hoje sua voz assume suas próprias composições nos apresentando uma unidade artística singular e promissora. Única.

O nome do disco é um capricho a parte, não poderia ser melhor: “Eu Sou do Tempo em Que a Gente se Telefonava”

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Eu Sou do Tempo em Que a Gente se Telefonava – 2011

01. Música
02. Chalala
03. Triz
04. 1,2,3,5
05. Good Hearted Woman
06. My Bast
07. What If…
08. Estrangeira
09. Mão e Luva
10. Pessoa Normal
11. Velvet Wonderland
12. Chalala Original

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Adicionado: 05/02/2011
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Coluna Shuffle – A música brasileira (não) morreu

Meus pelos sobem, minha espinha dorsal esfria, minha cabeça dói toda vez que escuto alguém dizer “que a música brasileira não é a mesma. Não tem nada de bom e novo por aí. A música brasileira morreu.” É horripilante ouvir isso! Como falar que não existe música boa (e estou falando de música muito boa) quando temos Rodrigo Campos, por exemplo? Como afirmar que a poesia morreu, quando há FelixBravo? Ainda há Arthur Nogueira, Céu,  Pedro Miranda, Lucas Santanna, Bebel Gilberto, Vinícius Calderoni, Vanessa da Mata, Thalma de Freitas, Otto, Novos Bossais… Isso para citar alguns (e sendo bem injusto, porque falta um bocado de gente aí).

A música brasileira anda muito bem obrigado, senhores conservadores que não abrem seus ouvidos para o novo. E sabe qual a melhor parte? É música nova. É música mistura: juntaram a tal MPB (o coletivo de música brasileira que só serve para a gente rotular o que é irrotulável), o pop, o brega, a bossa nova, as influências internacionais (graças a algum deus, cada vez mais música latina). Essa gente bronzeada está mostrando o seu valor. Esquentamos nossos pandeiros, colocamos a viola sertaneja, a letra brega (que aliás, agora é tendência: o brega é o novo pretinho básico), e principalmente, criatividade. Que delícia! Não?

Resolvi, então, ir conversar com alguns mestres da música brasileira para saber o que eles achavam de tudo isso. O Roberto Carlos soltou, logo de primeira: “não adianta nem tentar me esquecer.”  Detalhe: ele completou dizendo que durante muito tempo em nossa vida ele var viver. E é verdade. Chico Buarque lembra que “foi Antônio Brasileiro [Tom Jobim] quem soprou essa toada.” O que foi Tom Jobim para a música brasileira? Ainda não consegui entender, é preciso muita sinapse. Por falar em bossa nova, o Vinícius de Moraes deixou claro que “o samba nasceu lá na Bahia e se hoje ele é branco na poesia, ele é negro de mais de coração.” O samba, atualmente (graças a algum deus, não sei se é o mesmo) é feito em todos os lugares e por todas as cores. “Saravá.” Aliás, o Eduardo Gudin retruca e afirma que “se o samba vem do Rio [de Janeiro] e da Bahia, o samba também vem,  São Paulo sempre tem.” Que delícia tudo isso! É de música que vivemos, não é?

Por falar nisso, o que é a música senão o verdadeiro ritmo em que nossos corações batem? Não me lembro, sinceramente, a primeira vez que escutei uma canção (triste isso, eu iria chorar de emoção toda vez que lembrasse). Aqui em casa, ouve-se música o tempo todo (graças a algum desses deuses aí). Lembro por exemplo, a primeira vez que resolvi ouvir Chico Buarque, de verdade. Peguei o CD dele com a Maria Bethânia, aos 14 anos, e fui para o quarto ouvir. Lembro, aos nove anos, por exemplo, de me fechar em meu quarto e ouvir Tom Jobim sem parar. Foi ali na gaveta cheia de CDs, que fui descobrindo a música.

Música se descobre assim: primeiro se deve ouvir; depois conversar com os sentimentos “o que isso me causou? O que isso me lembra? O que essa música faz comigo?”. Pronto. Fazemos isso, na maior das vezes, inconscientemente. Quando percebemos, a música já está no repetir. Que delícia! Ainda bem que existe a música. E o melhor: ainda bem que existe gente nova, fazendo música nova.

Coluna Shuffle – O Primeiro Pedaço do Bolo

Se há uma sina que me acompanha é o início. E iniciar é sempre doloroso. É como o primeiro pedaço do bolo de aniversário: nunca se sabe quem escolher. Por isso deixo o primeiro post ficar para você, que espero que me acompanhe nesta jornada.

A coluna “Shuffle”  pretende, acima de tudo, falar sobre esse mundo que inspira a todos. Mostrar o que há de novo, ao menos para mim, aquilo que já está esquecido e o que todos amam escutar. Fique à vontade para comentar, sugerir, ajudar.

Novo colaborador musicoteca, Lucas Rossi.

A musicoteca tem o prazer em recebe mais um novo colaborador!

Desta vez, um paulistano nato, amante da música e da sua relação com o cotidiano da vida na megalópole.

Lucas Rossi estreará a primeira coluna do nosso coletivo musical. Suas experiências e pontos de vista sobre diversos temas que inevitavelmente se convertem na mesma direção, a música.

Coluna “Shuffle” por Lucas Rossi
Desequencializar. A sequência natural não faz mais sentido. Vivemos em cidades embaralhadas. Nossa vida é bagunçada. Nossas experiências, shuffle. Você talvez tenha caído aqui em uma dessas jornadas sem sentindo. E acabou por encontrar, por acaso, esse site. E é, justamente, essa a idéia da coluna: desenquecializar. De tudo um pouco. De tudo que possa fazer da vida algo mais leve.

Lucas Rossi – Colaborador e Editor
Quando nasceu, veio um anjo torto e disse: Lucas, você vai gostar de música, seja ela qual for. Vive em São Paulo, mas ama o mundo. Vive com música nos ouvidos e na boca. Vive de jornalismo e ama o que faz. Ama viajar, ir a shows e restaurantes diferentes. Lê tudo o que aparece pela frente.

É um verdadeiro eterno apaixonado pela vida. Gosta de música brasileira, mas adora conhecer músicas novas e de outros lugares.
Flerta intensamente com a música latina e com a boa música norteamericana, mas não nega um samba.

Twitter do @LucasRossi1988