Catarina

Catarina

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Pernambucalidades de tirar o fôlego.
Na busca de suas pluralidades Catarina DeeJah renasceu nos palcos e se transformou em uma única e multipla Catarina, abrindo mão de seu “sobrenome” artístico “DeeJah”. Catarina iniciou-se nos palcos discotecando nas melhores festas de Recife, se conectando aos ouvidos dos calourados das pistas e assim prevendo sua bomba sonora empregada em seu álbum “Mulher Cromaqui”. Deixando o estigma do reggae associado ou seu antigo codinome, a exuberante performance de palco imprime muito mais do que ragga em suas retóricas musicais. Indefinição é a bala de ouro dessa mulher. Com letras para lá de provocativas, a mulher cromaqui pode te surpreender e te fazer exaltar o que você sempre sentiu mas sempre teve o pudor de dizer. É aquela música que te tira a atenção da conversa e te chama para a pista.

Com anos de pesquisas musicais para selecionar suas playlists como DJ fez de Catarina uma acertadora de ritmos e performance de palco. Uma mutação entre bom-gosto musical com as trocas de energias daqueles que sempre caíram em suas pistas. Coco, ragga, cumbia, brega, xote e reggae são elementos base desse álbum, mas sua ousadia não nos permite, sequer supor, o que pode vir daqui pra frente. A única certeza que parece ficar após a audição de sua obra é: sua loucura é, sem dúvidas, o segredo de sua obra, e esse não dá para copiar, comprar ou simular, teremos que aguardar sua próxima mi”x”tura.

Ainda nas interligações de sua teia de articuladores culturais na cena pernambucana, Catarina reúne figuras suspeitas na produção e concepção de seu disco, indo um pouco mais afundo nas pesquisas e conversando com ela numa festa (o que aconteceu comigo), você descobre que há muitas mãos mágicas dando seus toques de gênios como: Homero Basilio, Yuri Queiroga e Hugo Gila.

Depois de ser reprovado em alguns editais, como consta na contra-capa do disco físico, Catarina brilhou muito e agrada, sim, aqueles que esperam mais originalidade e força de unidade na música que estamos fazendo hoje. Não há mais tempo para a caretice, é preciso abrir os ouvidos para que possamos deixar coisas novas serem ditas pelo viés da arte. Catarina é necessário para os dias de hoje e de amanhã. A mulher na representação dos amores reais e da vida possível que á a única que podemos viver e tirar dela suas verdadeiras emoções. Catarina JÁ!

Saiba mais:
Site de Catarina
Facebook de Catarina
SoundCloud de Catarina
twitter da @CatarinaDeeJah
Youtube da Catarina

Mulher Cromaqui – 2013
Mulher-Cromaqui
1. Kay Fora
2. Sarará
3. Amufinada
4. Intercâmbio Cultural
5. Lá Mi Ré Dó Ré Lá
6. Hey Mãe
7. Toca-te Dentro
8. Vem Que vem
9. Mulher Tiragosto
10. Dara
11. Intercumbia
12. Raça Desunida

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Adicionado: 01/07/2014
Baixado: 1905 vezes
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Lucas Avelar

Lucas-Avelar

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O pop mineiro responsável.
Depois de lançar seu primeiro álbum “O Bicho que mora na gente” em 2008, Lucas Avelar parece ter acertado o tom mais uma vez em seu mais novo disco “Coisa de Cinema”. A multiplicação da música mineira é fatuamente conectada ao quesito qualidade. Difícil questionar a música mineira desde que este estado existe. Em meio aos lugares e ares da boêmia mineira, o trabalho de Lucas revive o pop de uma forma bem ao estilo mineiro: requintado e gostoso de ouvir, como o sotaque e o requinte dos lares e lugares das Gerais. Um pop responsável para ouvir com vontade de dançar e permanecer com as boas companhias, uma tradução auditiva de quando estamos cercados por mineiros. Embora a música venha de um lugar tão fértil, as interligações e somatórias dos sons também trouxeram a Bahia, com a participação de Marcia Castro e a universalização do produtor e validador BiD que assina o álbum.

Ouvir “Coisa de Cinema” me fez lembrar outros sons, mas eles parecem se conectar apenas nas sensações que tive ao ouvir “Taxi Imã” do Pipo Pegoraro e “Achados e Perdidos” do Curumin, todos extremamente diferentes, mas que resgatam minhas memórias poéticas nas ambiências de “Coisa de Cinema” apresentadas por Lucas. Uma sonoridade de quem dança com saudade de coisas boas, de satisfação. Os pianos de Pepe Cisneros permaneceram na elegância que só ele sabe fazer, as guitarras do Guilherme Held mais uma vez nos ensinando como tratar uma música, sem contar no brilhantismo de ter nada mais, nada menos, que – ela – Juliana Perdigão no coro e Dudinha Lima no baixo, pura finesse. Um disco de gente grande, como costuma dizer minha amiga Silvia Yama.

Pareço apaixonado quando ouço o som do Lucas Avelar, doido para transformar seu som na minha realidade. Brilhante, elegante e tocante. A reinvenção do que poderia ser nosso flete com a “pop music”, com mais sensibilidade e genialidade se lançando para o máximo ideal.

Saiba mais:
Site do Lucas Avelar (baixe os discos lá também)
facebook do Lucas Avelar
SoundCloud do Lucas Avelar

Coisa de Cinema – 2013
Coisa-de-cinema
1. Nosso Tempo
2. Raio
3. Ar
4. Força Bruta
5. Coragem
6. Ideal
7. Coisa De Cinema
8. Aguardando Você
9. Porventura
10. A Chave

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Adicionado: 27/06/2014
Baixado: 2136 vezes
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Primos Distantes

Primos-Distantes

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Tudo em casa.
A música que antes precisava vestir uma estica e se aprontar para ofertar-se à alguém da bancada do mercado, hoje pode sim, optar em colocar o que quiser, sair por aí e conquistar do seu jeito, um público real e orgânico, e acho que esse deve ser o valor daqui pra frente. As formulas do sucesso são cada vez mais desleais com a verdade daqueles que sabem fazer o que gosta. E a nossa música segue assim: ainda sofrida, mas cada vez mais consciente de quem a faz e aqueles que curtem.

Primos Distantes é um bom exemplo do retorno à construção da música com base em sua matéria prima: o fazer. O duo Caio Costa (guitarra, teclados e voz) e Juliano Costa (bateria e voz) concebem seu primeiro álbum ha 13 anos, não que pensassem nele desde sempre, mas a música os uniu desde o colégio e os trouxe até aqui em um sublime e generoso disco que também nomeia e batiza o duo de Primos Distantes. Além das composições autorais e da formação de um dueto em banda, os caras ainda mandaram muito bem em sintonizar seu universo de guitarras e rifes ao legado primoroso na produção de Rafael Castro, que produziu, gravou, mixou e masterizou a obra. A identidade e semelhança do som do Primos Distantes e de Rafael Castro não invadem nem repetem o discurso dessa fusão, ao contrário, ela amplifica o grande barato de fazer junto, o que se perdeu na industrialização da arte como um produto da industria. Fico feliz em viver e ouvir dentro de uma geração que está resgatando a união dos criadores, que além de usarem recursos parecidos, vivem no mesmo tempo e em universos amplos, porém somáticos. Um retorno para a casa da música, onde os processos respeitam suas origens, inspirações, parcerias, experimentações e formulas.

Sem compromisso com nenhum rótulo, me recuso a apontar qualquer estigma para categorizar o som desse respeitoso trabalho. Atravessei a poesia e por alguns momentos consegui viajar nas ambiências de suas estórias fazendo valer a composição como narrativa e as melodias como tempo e sensações de cada refrão, um uso responsável de cada inserção e encontro de volumes.

É preciso ouvir com calma tudo aquilo que nos oferecem e que não conseguimos comprar por falta da experiência de transformação daquilo que desejamos apenas pela novidade. A nova música está chegando em um ponto que, quem ouve e pede algo novo, deve sim, reconhecer as sensação que é transformar isso tudo que estamos vivendo em uma história de agora, com os recursos possíveis e o melhor, com muita vontade de que a arte chegue onde puder chegar. E é isso que esse disco me traz hoje, um som ousado e atual, limpo de necessidades e sujo de vida para sair do marasmo e nos colocar onde realmente queremos estar. Sem as expectativas da crítica e as “mirabolâncias” tecnológicas, o que prevalece é o compromisso com a originalidade na reconstrução de “não estilos”.

Para comemorar sua grande estreia e o lançamento do primeiro disco, Primos Distantes se apresentará com um grande show no respeitado projeto “Prata da Casa do SESC POMPEIA”:
Evento: Projeto Prata da Casa apresenta Primos Distantes
Data: 01/07 às 21h
Local: Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93 – Vila Pompéia, São Paulo, (11) 3871-7700)
Entrada: Gratuita
Clique aqui para mais detalhes na página do evento!
Classificação etária: 18 anos
*A retirada dos ingressos pode ser feita com uma hora de antecedência.
Contatos imprensa
Flora Miguel: 3666-6215/ 95323-2999

Ficha técnica do Primos Distantes:
Caio Costa – Voz, guitarra, baixo e teclado
Juliano Costa – Voz, bateria e percussão
Rafael Castro – Guitarra, teclado, baixo
Produção musical, gravação, mixagem e masterização: Rafael Castro
Encarte e arte final: Andrício de Souza
Foto de divulgação: Filipe Franco

Saiba mais:
Site do Primos Distantes
Facebook do Primos Distantes
SoundCloud do Primos Distantes
Instagram do @PrimosDistantes
Canal do Primos Distantes no YouTube

Primos Distantes – 2014
Primos-Distantes-Capa
1. Dragão (Juliano Costa)
2. Idiota (Caio Costa)
3. Só Pra Você (Caio Costa)
4. Feio [part. Rafael Castro] (Juliano Costa/Rafael Castro)
5. Canastrão (Caio Costa)
6. Cão (Caio Costa)
7. Urubu (Juliano Costa)
8. Silêncio (Caio Costa)
9.  Conjuntivite (Caio Costa)
10. Aniversário (Caio Costa)
11. Macados, Mulheres e Cornetas (Juliano Costa)
12. Te Ver (Caio Costa)
13. Toda Noite (Juliano Costa)

http://www.amusicoteca.com.br/wp-content/plugins/downloads-manager/img/icons/default.png Download: Primos Distantes - Primos Distantes - 2014
Adicionado: 24/06/2014
Baixado: 2583 vezes
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SINAMANTES

SINAMANTES

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Sem amantes. Só que não!
O vertiginoso trio SINAMANTES é composto por Mariá Portugal, Danilo Penteado e pela argentina natal Natalia Mallo. Uma sustância pop responsável que permeia brasilidades, latinidades e um “caliente” refresco de sons e poesia para ouvidos calorosos. O primeiro disco homônimo lançado no ano passado coleciona boas impressões e acaba de entrar no campo livre dos pesquisadores da musicoteca. Um presente para a arte e particularmente, um prazer para mim, um fã de anos desses artistas e seus projetos e de suas estradas anteriores na música brasileira (procure saber!).

A maturidade de SINAMANTES é apresentada pela qualidade na entrega unitária de sua multiplicidade de campos e histórias. Uma síntese respeitosa de um mapa amplo de referências melódicas e as diferenças personificadas de cada um de seus integrantes que de fato compõe essa obra em todos os aspectos, sejam eles um encontro de pessoas ou um encontro de músicos.

O primeiro passo do trio na música livre é um apontamento importante na entrada de grandes e respeitosos artistas na profissionalização do mercado independente. Um quadro valioso e necessário para afinarmos o filtro da qualidade da produção livre e das direções para os experimentadores classe “cult”. A fusão entre a arte livre e profissionais mais maduros e coerentes é um susto para aqueles que ainda não associam respeito, grandeza e liberdade à oportunidade de valores de suas elaboradas e caras obras.

Lembro-me de quando comprei o meu primeiro disco do “Trahs Pour 4”, onde conheci e jamais me esqueci de cada um de seus integrantes, dois deles eram a Mariá Portugal e a Natalia Mallo, e completo por Gustavo Ruiz Chagas e Dudu Tsuda, um quarteto que se desdobrou em peças fundamentais para muitos outros dispositivos que explodiram em muitas panelas e vertentes da atual e mais consolidada cena. Então pense na nas voltas que a música nos fez dar até eu ter o prazer de conhecer a Natalia Mallo e saber que ela curtia a musicoteca, receber essa bala obra e poder converger minha história inicial que nunca esteve disponível na rede livre. A musicoteca caminhando na direção do novo, da curadoria sensitiva quando sua importância reencontra artistas que a fez seguir lá em seu inicio.

Todas as críticas sobre o novo disco do SINAMANTES apontam sua qualidade e trajetória negligenciando sua maior característica: renovar-se e apontar as amplitudes não só para quem ouve coisas boas, mas também para aqueles novatos que procuram seus pontos sólidos, inclusive plataformas como a musicoteca.

Para melhorar, o trio vai lançar seu vinil na próxima semana e a musicoteca aposta nessa respeitosa aplicação na textura clássica da música. Para comemorar esse lançamento terá um grande e imperdível show que você pode acompanhar ao vivo. Eu recomendo, lógico!

SHOW DE LANÇAMENTO DO VINIL SINAMANTES EM SP!
SESC CONSOLAÇÃO SP.

Projeto Vinil: Coisa do futuro
Participação especial: Tó Brandileone
Data: 20/06 (sexta-feira), às 21h
Ingressos de R$ 6 a R$ 30
Endereço: R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo, 01222-020
Telefone: (11) 3234-3000
Página com todas as infos do evento AQUI!

Ficha técnica do SINAMANTES:
Danilo Penteado (voz, baixo, guitarra, violão, teclados, cavaquinho, bandolim, piano, kazuo, lap steel, tampa de violão)
Mariá Portugal (voz, bateria, guitarra, teclados, percussão na piscina, programações)
Natalia Mallo (voz, guitarra, violão, teclados)

Participações:
John Ulhoa (guitarra, violão, tampa de violão, assobio)
Ramiro Murillo (voz em 6 meses)

Arte gráfica:Fernando Sciarra
Ilustração: “German Mine” de Lauren Mortimer

Saiba mais:
Site do SINAMANTES
iTunes do SINAMANTES
Facebook do SINAMANTES
Twitter do @SINAMANTES
SoundCloud do SINAMANTES

SINAMANTES – 2013
SINAMANTES
1. Azar
2. Business Man
3. Safari
4. Sei não sei
5. I’m not sleeping
6. Meias Laranjas
7. Seis Meses
8. Despertadores
9. Networking
10. Déjalo ser

http://www.amusicoteca.com.br/wp-content/plugins/downloads-manager/img/icons/default.png Download: SINAMANTES - SINAMANTES - 2013
Adicionado: 17/06/2014
Baixado: 3419 vezes
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