Victor Magalhães

Victor-Magalhaes

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Como é bom voltar para Minas Gerais.
Um lugar de música e arte disfarçado de Estado, é assim que tenho Minas em mim, como costumo sempre dizer. Além da canção e da memória sonora das montanhas verdes e férteis, das Gerais nascem muito mais que tradição, a considero uma das ricas e permanentes promissoras da arte contemporânea. De lá não para de vir coisas belas e arrojadas não só no campo dos sons. Mas é desse que vamos falar mais uma vez hoje.

Quietinho, como todo ser mineiro, Victor Chegou à mim com um maravilhoso disco. Uma síntese de intenções que desmistifica as direções da canção tradicional e nos apontando novas referencias para o semeio criativo dos ousados coletivos e engajados músicos do “uai”. Não trato de uma representação massiva e sim de uma significante sonoridade de partida para aqueles que buscam um novo olhar para a produção local. O jovem não escorregou em nada, me tocou como um verdadeiro preservador da qualidade e originalidade poética dentro da simplicidade que reúne uma bela obra além de sua caracterização de “disco”.

Trago Seu Amor é cheio de intenções melódicas e arranjos dançantes para o corpo e para a alma. E isso faz toda a diferença. Depois de passear por vários coletivos e articulações da atual cena mineira como Transmissor, Graveola e o Lixo Polifônico, Dead Lovers, entre outros, e ser quase o corpo da Iconili, Victor Magalhães nos apresenta sua primeira obra autoral e independente. Seu álbum se desdobra entre lambadas e swing sob seus braços em guitarra, trompete, bateria, baixo e voz. Um psicodélico responsável com selo mineiro.

A obra não deixa a desejar. Estou realmente contente com um registro tão generoso e representativo para este momento da nossa música. Em meu passeio auditivo, chego a ver uma paquinha imaginária que diz: “Continue preservando a nossa música. Você vai começar a ouvir um disco de Minas Gerais.”. Delicado e pra frente, Victor é um talento tímido e promissor, visto ainda que, grandes parceiros assinam a produção de sua seleção criativa: Leonardo Marques na produção musical e Henrique Matheus e Thiago Corrêa do Transmissor assinam a co-produção. Isso não é à toa.

Mais um grande disco das montanhas férteis brasileiras.

Saiba mais:
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Trago Seu Amor – 2014
Trago Seu Amor - 2014
1. Ver Tereza
2. Nara chamou
3. Guitarra de pilha
4. Encontro natural
5. País Tropical
6. Baile do Branco
7. Lambada da goiabada
8. Calçada colorida
9. Combu
10. Meu bem

http://www.amusicoteca.com.br/wp-content/plugins/downloads-manager/img/icons/default.png Download: Victor Magalhães - Trago Seu Amor - 2014
Adicionado: 08/04/2014
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Aurora

Aurora

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As nuances e texturas da música de Aurora.
Por Bárbara Eugênia e Chankas, o registro Aurora nasce do cruzamento de música e experimentações em texturas musicais. Essa é minha sensível impressão sobre minha particular audição. Em conversa com a Barbara ficou claro o origem da obra. Sua pesquisa e leitura dentro do universo dos Beatles e a repercussão de suas obras sobre o mar do que chamamos de música hoje acabou influenciando suas observações, anotações e textos acumulados ao logo de 2013. Logo, numa dessas conversas entre amigos nasceu interesse de seu parceiro Chankas para transformar todo o material em um disco.

Aurora teve uma concepção bem orgânica, os arranjos e harmonias vieram nascendo das consultas e misturas entre o universo musical durante os encontros da dupla. Um processo quase que artesanal e que também contou com outras incríveis parcerias como Regis Damasceno, Richard Ribeiro e Thomas Rohrer que formam a banda do disco. O álbum contou com ensaios na SUPER Casa do Mancha e logo partiu para as gravações no Estudio El Rocha e masterização por nada menos que Fernando Sanches. Phoda!

As composições são todas de Bárbara Eugênia e Chankas, exceto “Aurora”, que conta também com os parceiros Regis Damasceno e Richard Ribeiro. Um universo construtivo e rico que acabou virando um disco elaborado especialmente para imprimir em vinil, todo gravado lindamente em rolo de fita. A versão física só sairá em vinil e com ajuda colaborativa financiada por amantes da obra. Eis que a musicoteca também foi escolhida para disponibilizar a versão digital integral em nosso acervo. Delicado e com uma ambiência nostálgica, o charme fica por conta das texturas e da poesias contemporânea apresentada na junção de dois universos que se completam num abstrato campo de memórias melódicas e da crônica concretista. Eu gostei, e muito. E não poderia deixar de falar das fotos lindas de divulgação feitas pela talentosa Juliana R.

Caso você se interesse pelo belo vinil que está por vir, vale a pena contribuir com o financiamento de sua realização neste link. Se não, baixe, compartilhe, divulgue e apresente esse maravilhoso trabalho com seus amigos apreciadores da boa música.

[teaser oficial de captação para o vinil do Aurora]

Saiba mais:
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Catarse do Aurora
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BandCamp do Aurora

Aurora – 2014
Aurora
1. Say Goodbye
2. With Love
3. Don’t Let it Slip Awa
4. Why So Mute?
5. Stand Up For Yourself
6. Climb The Stairs
7. And Love You’ll Have
8. Ants
9. Aurora

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Adicionado: 04/04/2014
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Coluna Lexotom: O Novo Cérebro do Pop Rock: Cervelet. Por Igor Cruz

Cervelet

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Rock e folk interioranos apresentam uma música pop madura em Canções de Passagem, primeiro disco autoral da banda

Em um ano a Cervelet lançou o seu primeiro álbum: Canções de Passagem. Não foi bem assim. Acontece que, de forma lúdica, a banda denominou cada canção com o nome de um mês. Assim: faixa 1: Janeiro; faixa 2: Fevereiro; e assim por diante. De “Janeiro” a “Dezembro”, são as 12 faixas do álbum de estreia que encaram cada mês como uma jornada sentimental e pessoal de cada compositor.

Gravado entre junho do ano passado e início de 2014, o disco teve produção coletiva, do próprio grupo, com uma arte impecável em todo o seu encarte, assinada pelo designer e ilustrador Sergio Galvão.

Formada na cidade de Jaboticabal (SP) por Tiko Previato (voz, violão, guitarra, baixo e ukulele), Vitor Marini (voz, violão e guitarra), Iuri Nogueira (voz, violão, guitarra, banjo, piano e programações) e Guto Cornaccioni (voz, violão e baixo), a Cervelet norteou as ideias do disco a partir da faixa “Maio”, disponibilizada em vídeo e áudio na rede a partir do segundo semestre de 2013.

“Pensamos em fazer com que cada música fosse um mês, para que no fim o álbum contasse um ano da vida de uma pessoa, mas não de uma mesma pessoa”, explica Guto. “Sentíamos o clima da música e pensávamos ‘essa tem cara de Julho’. Não é necessariamente um álbum conceitual”.

Partindo da estética do rock, com forte influência de folk, a Cervelet carrega a síntese de falar sobre relacionamentos a partir de diferentes ouvidos: pode ser otimista e inocente em “Março”; densa e misteriosa em “Junho”; e venturosa, como se percebe em “Agosto”, que apresenta um solo flamejante nas guitarras de Iuri (que assume todos os solos em Canções de Passagem).

Todos os músicos colaboram tanto na composição, quanto nos arranjos. “Pode-se dizer que a Cervelet é um coletivo de compositores”, analisa Guto. “Nós quatro compomos e cantamos, tendo como base o violão”.

‘Cerebelo’ em Jaboticabal A Cervelet nasceu em 2013, mas todos os integrantes já participaram de outros projetos musicais. Guto integrou as bandas Satangô e sLO (ska), Dente de Alho (blues) e Anistia (grunge), além de formar o Guto Trio já lançado por aqui. Tiko lançou dois discos com a Marte em Chamas, enquanto Vitor fez parte da também independente ZéAmais. Além de tocar na Cervelet, Iuri atua como guitarrista na banda de heavy metal Mr. Ego.

Tantas direções musicais se agruparam a partir da amizade de longa data entre Guto e Vitor, que cursava a Universidade do Estado de São Paulo (UNESP) no campus de Jaboticabal. Vitor trouxe os colegas de faculdade Tiko e Iuri, amigos que desde o primeiro ano de curso queriam montar um projeto musical.

A opção pelo nome Cervelet surgiu mais pela forma que o termo soa aos ouvidos que qualquer outra conexão. Vitor relembra: “Eu e o Tiko pensávamos em algumas ideias para nomear nosso novo projeto. Sugeri que chamasse ‘Cerebelo’, simplesmente por gostar da palavra. O Tiko pediu pra esperar um pouco, deu risada, jogou no Google Tradutor para o francês e de repente falou Cervelet”. Pronuncia-se “cervelê”.

Após a divulgação da faixa “Maio”, a banda obteve um bom retorno da imprensa local e do público e passou a disponibilizar novas músicas a cada quinzena por suas páginas oficiais do YouTube e do Facebook. Prática que agregou fãs e contribuiu gradativamente para a “viralização” do disco.

A Cervelet também disponibilizou o clipe de “Maio”, com direção de Deivide Leme, da Sunrise Films, e atualmente produz o vídeo de “Janeiro”, com previsão de lançamento para a segunda semana de maio de 2014 e direção do mesmo Deivide em parceria com Priscila Pina.

Técnica de Canções de Passagem
Produzido por Cervelet. Gravado por Guto Cornaccioni & Iuri Nogueira. Mixado por Iuri Nogueira. Arranjos por Cervelet. Arte da capa do álbum por Sérgio Galvão.

Cervelet
Tiko Previato: Voz, backing vocal, violão, guitarra, contrabaixo, ukulele, gaita;
Vitor Marini: Voz, backing vocal, violão, guitarra, ukulele;
Guto Cornaccioni: Voz, backing vocal, violão, contrabaixo, percussão;
Iuri Nogueira: Voz, backing vocal, violão, guitarra, teclados, banjo, percussão, programações.

Viaje também um ano inteiro pela impecável arte de Sérgio Galvão:

Saiba mais:
Facebook do Cervelet
twitter do @CerveletOficial
Youtube do Cervelet

Canções de Passagem – 2014
Cervelet
1. Janeiro;
2. Fevereiro;
3. Março;
4. Abril;
5. Maio;
6. Junho;
7. Julho;
8. Agosto;
9. Setembro;
10. Outubro;
11. Novembro;
12. Dezembro.

http://www.amusicoteca.com.br/wp-content/plugins/downloads-manager/img/icons/default.png Download: Cervelet - Canções de Passagem - 2014
Adicionado: 02/04/2014
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Du Gomide

Du Gomide

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Chegou a hora de conhecer o particular mundo de Du Gomide.
Depois de vários discos lançados na musicoteca, nos quais ele empresta generosamente um pouco de sua essência como os preciosos discos da Serenô, Universo em Verso Livre, também participa dos trabalhos do Música de Ruiz, Janaina Fellini, entre outros. O transitor de arte e aptidões nos apresenta o seu primeiro trabalho solo, onde ele também abre seu universo para outros parceiros como Bernardo Bravo, Flávio Alves, Denis Mariano, Fred Fonseca e Fred Teixeira na produção musical da obra.

O integrador paulistano e agora radicado curitibano nos convida para um tour em “All In”, um disco de sons, poesia e reff’s responsáveis para além de categorizações ritmicas. Eduardo Gomide é plural, simples e suavemente palpável aos ouvidos mais exigentes. Despretensiosamente me ganhou na desconstrução da cadência entre faixas sem perder o tino da unidade e intenção. Uma boa representação da assimetria dentro da música. Não é torto, não é deslocado, não é desajustado. É sonoramente e naturalmente humano, onde o que prevalece é a intenção poética, a música é o seguidor das (hi)estórias, diferentemente de alguns de seus trabalhos paralelos, onde a canção parece partir das melodias, onde morava sua arte até então. Hoje é Du Gomide por Du Gomide, onde sua técnica cede o primeiro passo às composições.

[Clipe oficial da faixa "Perdi no Poker"]

Está tudo em perfeita imersão na feloplástica do artista. Composição, universo de ambiências para acomodar as levadas e seus campos sensoriais para não desajustar as direções imaginárias dos enredos. Gomide é necessário, é sólido para que possamos encontrar nele o impulso para suas ideias. Para ser interessante é preciso estar pronto para impulsionar os outros com muita generosidade e é assim que enxergo a arte deste poeta, da mesma forma que o vejo como pessoa. Bem vindo mais uma vez, Eduardo Gomide!

Quem é “All In”
Produzido por Fred Teixeira
Dirigido por Du Gomide
Mixado e Masterizado por Fred Teixeira
Gravado na Chácara Asa Branca, Gramofone, Santa Gravina e Caroçu por Fred Teixeira, Du Gomide e Wellington Marques em 2013

Cassiano Ricardo Zambonin – Baixo
Denis Mariano – Bateria
Du Gomide – Guitarras, Violões, Vozes e Ukulele (faixa 4)
Fernando Lobo – Percussões e Beats (faixas 3 e 9)
Fred Teixeira – Vozes e programações (faixa 4)
Seu Zeba – Efeitos, Vozes e Teclado (faixa 4)

Participações Especiais
Alonso Figueroa - Teclados (faixa 3)
Daniel Farah – Voz (faixa 5)
Evandro Cardoso – Gaita-ponto (faixa 2)
Leandro Lopes – Harmônica (faixa 7)
Rafael Gandolfo Scherk (faixa 9)
Ricardo Verocai – Rhodes (faixa 9)
Rogério Naresi – Piano (faixas 6 e 8)
Sergio Monteiro Freire – Sax soprano (faixa 5)

Saiba mais:
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twitter do @Du_Gomide
Youtube do Du Gomide
SoundCloud do Du Gomide

All In – 2014
All In - 2014
1. Cangote (Bernardo Bravo/Du Gomide)
2. Memória (Du Gomide)
3. Eu não sabia (Du Gomide)
4. Perdi no Poker (Du Gomide)
5. Paz e Bem (Du Gomide)
6. Quase lá (Du Gomide/Flávio Alves)
7. Oyá (Du Gomide)
8. Não há lamentos (Du Gomide)
9. Estilista (Du Gomide)
10. Matêro (Du Gomide)
11. Urubú Rei (Denis Mariano/Du Gomide/Fred Fonseca)

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Adicionado: 31/03/2014
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