Livia Lakomy

Livia-Lakomy

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Há dias recebi o disco da curitibana Livia Lakomy e desde então estou a pensar sobre o abuso das tecnologias e das colagens banais de sons para reconstruir novidades, muitas delas – até bem feitas – sustentado-se por uma filosofia notável na união de sua série de poesias coerentes que completam seus álbuns, outras apenas para cair para do lado “indie”, apenas. Uma negação e incompreensão do que é a música “pop” e do que ele representou durante muitos anos.

Ouvindo o novo “Subtropical” de Livia foi como se eu voltasse às origens de muito do que ouço hoje, e em seu paralelo verdadeiro, descobrir como a nova cena curitibana que já se escrevia naquela época, estava se escrevendo e eu vivendo no interior de Minas Gerais ainda sem internet, talvez. A jovem têm composições gravadas pela Banda Mais Bonita da Cidade, Bernardo Bravo e outros, e acaba de lançar o seu primeiro trabalho com composições de sua juventude e suas primeiras “crônicas”, delicadamente mescladas com as referências sublimes de uma onda musical dos anos 2000, quando ainda tinha a sua primeira banda “Lívia e Os Piás de Prédio”. Uma síntese “pop” da juventude curitibana que já aquecia os corações de artistas e público que hoje consomem e vivem mais conectados aos contemporâneos artistas da região que acabaram ganhando o mundo.

Embora a artista tenha conquistado fãs com suas composições em português, o seu primeiro álbum é o “ponto de avesso” – como disse Estrela Ruiz Leminsk – de seu universo aparentemente “previsível”, ela traz a universalização do inglês na música e canta o seu lugar para o mundo. Um disco de histórias que partem de sua existência, desde a escolha da Estrela Ruiz que assina o seu release, das fotografias de Daniela Carvalho, de sua produção musical com o André Prodóssimo, a arte e design de Fabiano Vianna, e cada um de sua banda que entrou no estúdio, cada um com suas histórias. São cinco belas canções que resgatam a estética pop com muita responsabilidade. Responsabilidade em inspirar-se no conceito das referências da época totalmente descolada do rótulo, e, ao mesmo tempo imprime história, arte e personagens de uma vida real que parte do ponto de vista de suas autorias. Lívia é jornalista e atualmente mora em Nova York, onde segue pela estrada acadêmica do jornalismo e literatura, super elogiada por suas crônicas e multipartes da arte, a jovem é querida por todos aqueles que fazem música em Curitiba, e também por pessoas de fora dela, o que é o meu caso.

É complicado falar de uma pessoa tão genial, agradável e inteligente como essa, mas hoje resolvi. Lívia Lakomy é uma espécie de “Pessoa Cultural Pública”, toda vez que a encontro é como se me deparasse com a personificação de um acervo público de informações sobre todos os gêneros, e principalmente da arte, mesmo estando pouco tempo juntos, foi tudo isso que eu senti. O seu “Subtropical” é um disco para se ouvir, entender e rever as ideias, se desprender dos apontamentos de quem acha que dita tendências, e isso vale para a musicoteca também, é preciso conhecer quem faz. O rumo de suas sonoridades é um atalho para as possibilidades que podemos ter, mas não sabemos usar. Um “pop” feito para dançar, balançar os pés, o pescoço, e reviver sensações que estão se perdendo no estigma da “pop music”… E foi onde ela me levou, e eu gostei. “Subtropical” é orgânico, gravado inteiramente com instrumentos “todos tocados por pessoas” apresentando energias vivas que trafegam entre criadora e sua poesia. Chega de pop, chega de indie, chega de mapas! Não há porque se deixar guiar quando o tesouro está dentro de ti!

Obrigado, Livia!

Ficha técnica de “Subtropical”
Gravado em Curitiba no estúdio Villa Sonora, 2013
Produzido por André Prodóssimo e Lívia Lakomy
Arte e design por Fabiano Vianna
Fotos por Daniela Carvalho

Lívia Lakomy – voz
André Prodóssimo – violões, guitarras, viola caipira, ukulele e baixo elétrico
Flávio Lira – baixo acústico
Ary Giordani – acordeom
André Rass – percussão
Edivaldo Chiquini – trompa
Letra e música por Lívia Lakomy

Saiba mais:
Site da Livia Lakomy
Facebook da Livia Lakomy

Subtropical – 2014
Subtropical
1. Answer
2. Samall Talk
3. Double Dare
4. Make You Happy
5. What Now, Joseph

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Adicionado: 18/07/2014
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A “antroPOPhagia” de Beatriz Azevedo

Beatriz-Azevedo-Antropophagia

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A antropofagia é um termo ancestral em sua literal tradução, o ato de comer ou canabalizar partes de corpos de figuras de talento para absolver um tanto de suas habilidades e força em rituais mágicos. Essa prática traz variações em tempos, culturas e climas, cada ceita, aldeia ou filosofia adaptaram suas variações para obterem as mesmas intenções. Com a evolução das leis e das culturas humanas a prática da “antropofagia” foi banida das culturas legislativas de todo o planeta, mas ganhou sua, talvez, maior significação de conceito para sua real e possível evolução na era moderna. Antropofagiar a criação, o consumo das informações e das energias de entidades sagradas da arte e filosofia.

Hoje, a antropofagia é mais usada para traduzir o canabalismo das invenções ou reinvenções, principalmente no campo da arte. A percepção das sensações do corpo em ato de inspiração pode ser um ato de antropofagia, assim como usar as estruturas humanas como parte da criação ou da obra final, como no Teatro, na Dança e nas artes plásticas. Assim também se faz com a junção de outros artistas ou obras que se entrelaçam em momentos ou ideias aproximadas. E talvez seja uma das grandes fontes disponíveis no tempo atual, uma montanha de materia prima e experiências acumuladas para o uso das próximas ações humanas apontadas pelos novos artistas e pensadores. Mas, ”antropofagiar” não deve ser para qualquer um.

Trazendo para um novo século de avanços que ganha a tecnologia como plataforma central de difusão de informações, é preciso adaptar a interpretação da nova forma de “antropofagiar” o novo, o intangível, ampliar o toque à percepção das sensações, transcender ao que é sentido. Para encontrar esse fio que permanece extenso pelos tempos, o novo termo “antroPOPhagia” traduz bem e democraticamente a transformação das nossas atuais projeções de ideias e intenções artísticas, e para falar um pouco mais dessa amplidão eu observo a obra do novo disco da Beatriz Azevedo, que apresenta muito bem a usabilidade do conceito dentro da atual música brasileira.

Beatriz é poeta, atriz, compositora e cantora. Mestre em literatura pela USP e doutoranda em Artes de Cena pela UNICAMP, a artista traz em seu quarto álbum “antroPOPhagia” uma junção respeitosa de ritmos e poesia que se instalam harmoniosamente com a contemporâneo sem perder as bases ancestrais da origem da cultura sonora brasileira, uma síntese particular e suas experiências entre os campos da arte, de onde ela veio. Depois das obras “Bum bum”, “Alegria” e “Mapa-mundi”, seu novo disco delira para um diferente coerente. Depois de ter suas composições gravadas por Adriana Calcanhotto, Celso Sim, Tom Zé, Vinicius Cantuária, Ze Celso e Martinez Correa, Beatriz evoca seu universo de provocações em um ritual de palco majestoso e extensível. Na democratização da linguagem, ela reuni poesias sentimentais gastas mundo atual e sons de terra, para as vibrações de energias que à faz criar e encontrar os universos para cada uma de suas composições. Do lado “pop responsável” toda a qualidade técnica executada por talentos da nossa música. Gravado ao vivo no “LincoIn Center” em Nova York, seu atual registro contou com a viagem brilhante da banda “Bárbaros Tecnizados”, um acerto digno de seu compromisso com a qualidade e entrega da obra. “antroPOPhagia” é um apontamento para a multiplicidade da unidade artística – ao meu ver – que mostra a possibilidade de aplicar as igualdades energéticas de forma diferente, mas que se encontram no final da estória fechando de forma clara o que se pode entender de seu título. Um disco autoral, de música brasileira, com uma outra banda, aplicações de cores e corpo, projeções de figuras da arte e pscodelia, tudo em uma experiência de audição bem diferente do show, mas que harmonizam na delicadeza. Eu tive o prazer de acompanhar o processo de finalização do disco e participar da concepção gráfica do encarte a convite da própria artista juntamente com o selo Biscoito Fino e SESC. Foi um grande prazer. Embora suspeito, é verdadeiro o meu sentimento de generosidade nas minhas palavras para traduzir atualmente o que enxergo nesse disco. Não costumo aprofundar nas revelações totais das obras que me tocam, até porque, acho um charme as descobertas de detalhes de cada passo de sua concepção ser descoberto por seus amantes no entendimento de sua identificação causando a pesquisa ativa sobre o artista. E fica o meu entusiasmo para aqueles que se sentirem tocados pelo disco: pesquisem.

No mundo de obrigações inovadoras da arte, acho que, as vezes, inserimos muitas informações para explicar o simples, quase que renegando o que nasce das cores, da poesia e dos graves colocados nas faixas mais tocantes. Por isso eu me encontrei em “antroPOPhagia”: um universo de delicadeza e qualidade para nos entregar reflexões complexas de como é ancestral e vibrante viver com o simples, aceitar as delicadezas em tempos onde a dureza se transformou em sinônimo apenas de força. Fico feliz que a Beatriz tenha vindo nesse encontro com a musicoteca, para deixar que permeemos um pouco em seu universo antropofágico e participar de alguma forma dessa obra. Uma conexão que não se dá pela música apenas, e sim pela intenção de cada um dos lados, e o da musicoteca é acessar as pessoas que o que nos toca. Sendo assim, toda intersecção por este viés é sempre rico.

O disco será lançado em São Paulo, nos dias 17 e 18 de julho, às 21h no teatro do SESC POMPEIA em São Paulo com participações especiais de Zélia Duncan, Gustavo Galo, Bocato, Jaques Morelenbaum e direção musical nobre de Cristóvão Bastos que também assina a produção musical do disco, além de sua super banda que dispensa elogios: Angelo Ursini (clarinete, sai, flautas e escaleta), Matheus Von Kruger (guitarra e vocal), Rodrigo Villa (contrabaixo e vocal) e Maurício Chiari (bateria, spd e vocal).

Para aproveitar um pouco de “antroPOPhagia” a musicoteca disponibiliza com exclusividade duas faixas do álbum para que você ouça e prove um pouquinho do que estará nos palcos do Brasil daqui para frente.

FICHA TÉCNICA DO DISCO:
Direção Musical de Cristóvão Bastos
Participação Especial de Vinicius Cantuária
Concepção e Direção Artística: Beatriz Azevedo

MÚSICOS:
ANGELO URSINI [clarinete, flautas, sax, escaleta]
BEATRIZ AZEVEDO [voz e violão]
CRISTÓVÃO BASTOS [piano e wurlitzer]
LEANDRO VASQUES [contrabaixo e vocais]
MATHEUS VON KRUGER [guitarra e vocais]
MAURICIO CHIARI [bateria]
NANA CARNEIRO DA CUNHA [violoncelo e vocais]
VINICIUS CANTUÁRIA [percussão e vocal]

Saiba mais:
Site da Beatriz Azevedo
Facebook da Beatriz Azevedo
Instagram da @BeatrizAzeved
Youtube da Beatriz Azevedo
twitter da @BeatrizAzevedo
SoundCloud da Beatriz Azevedo
iTunes da Beatriz Azevedo
Beatriz Azevedo na Biscoito Fino

Singles – Erro de Português e Insensatez – 2014
AntroPOPhagia - 2014
1. Erro de Português (Ao Vivo em Nova York)
2. Insensatez (Ao Vivo em Nova York)

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Adicionado: 15/07/2014
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Coletânea Vento Sul por Nestor Jr.

Nestor-Jr

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O inverno já começou e os ventos do sul também já podem ser sentidos por todos os cantos do país a partir de hoje. Uma toada generosa de um dos mais talentosos artistas plásticos da atual e moderna sensibilidade brasileira, Nestor Jr, que aceitou o convite da musicoteca para elaborar sua coletânea especial para nossos leitores com as graciosidades que ele anda ouvindo e, claro, estão em nosso acervo. A elaboração do tema, arte gráfica, e ordem da seleção é toda livre e de concepção exclusiva da artista.

Em seu universo íntimo de casulos, cores e delicados pincéis de aquarela Nestor aquece seu atelie em Florianópolis com muita brasilidade e movimentos suaves com o melhor da nova música brasileira. Além de criar, criar e criar, o artista é uma personalidade querida e integrada ao contemporâneo do Brasil. Suas aquarelas, fotografias e suas oficinas de arte são um registro memorável do mais belo e vivo que está impresso nas últimos anos da nossa arte, assim como outros tantos talentos que aprenderam a elaborar suas linguagens no tempo do agora.

Nestor também é responsável por belas capas de discos, uma delas é o contemplativo quadro feito especialmente para o álbum “Arlequim” do respeitado cantor Bernardo Bravo de Curitiba. Ainda além, o rapaz acaba de produzir o cartaz de turnê europeia da cantora Tulipa Ruiz e outros quadros personalizados como os da Roberta Sá e Alice Caymmi. Discreto e sensível, é um prazer receber uma parte de sua representação musical nesta coletânea mais que especial de um querido amigo e leitor dos nossos lançamentos e patifarias nas redes sociais (rs).

Num clima calmo porém acolhedor, sua trilha nos prepara para um inverno aquecedor e envolvente. A calmaria das montanhas e os mares tropicais do sul chegam como um vento bom para as demais sensações climáticas de todas as nossas diversidades sonoras, um passeio de climas e poesias que nos inspiram e nos convidam para descobrir o que pode nos tirar da frieza e insensibilidade dos dias duros da realidade e também dos corações.

Para ganhar os dias de solidão nada melhor que a personificação delicada de alguém tão especial e atento ao novo. Vale até redescobrir suas indicações e acompanhar sua sugestão de playlist para viajar em seus tons de sensações de outono pelas terras brasileiras.

Obrigado meu amigo e especial humano, Nestor Jr.

Saiba mais sobre Nestor Jr:
Facebook do Nestor Jr.
Tumblr do Nestor Jr.
Instagram do Nestor Jr.

Coletânea Vento Sul por Nestor Jr. – 2014
Capa-Vento-Sul-Nestor-Jr
1. A Geada – (Bernardo Bravo)
2. A vida é um passo – (Lício)
3. Não sabe – (Thales Silva)
4. Rota Natural – (Marina Wisnik)
5. Vício – (Phill Veras)
6. Crer-Sendo – (Castello Branco)
7. Comme un rendez vous – (Edith)
8. Deixa o Verão – (Los Hermanos por Tibério Azul)
9. Passa, repassa – (Thaïs Morell)
10. Bambolê – (Fernando Temporão)

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Adicionado: 06/07/2014
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Catarina

Catarina

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Pernambucalidades de tirar o fôlego.
Na busca de suas pluralidades Catarina DeeJah renasceu nos palcos e se transformou em uma única e multipla Catarina, abrindo mão de seu “sobrenome” artístico “DeeJah”. Catarina iniciou-se nos palcos discotecando nas melhores festas de Recife, se conectando aos ouvidos dos calourados das pistas e assim prevendo sua bomba sonora empregada em seu álbum “Mulher Cromaqui”. Deixando o estigma do reggae associado ou seu antigo codinome, a exuberante performance de palco imprime muito mais do que ragga em suas retóricas musicais. Indefinição é a bala de ouro dessa mulher. Com letras para lá de provocativas, a mulher cromaqui pode te surpreender e te fazer exaltar o que você sempre sentiu mas sempre teve o pudor de dizer. É aquela música que te tira a atenção da conversa e te chama para a pista.

Com anos de pesquisas musicais para selecionar suas playlists como DJ fez de Catarina uma acertadora de ritmos e performance de palco. Uma mutação entre bom-gosto musical com as trocas de energias daqueles que sempre caíram em suas pistas. Coco, ragga, cumbia, brega, xote e reggae são elementos base desse álbum, mas sua ousadia não nos permite, sequer supor, o que pode vir daqui pra frente. A única certeza que parece ficar após a audição de sua obra é: sua loucura é, sem dúvidas, o segredo de sua obra, e esse não dá para copiar, comprar ou simular, teremos que aguardar sua próxima mi”x”tura.

Ainda nas interligações de sua teia de articuladores culturais na cena pernambucana, Catarina reúne figuras suspeitas na produção e concepção de seu disco, indo um pouco mais afundo nas pesquisas e conversando com ela numa festa (o que aconteceu comigo), você descobre que há muitas mãos mágicas dando seus toques de gênios como: Homero Basilio, Yuri Queiroga e Hugo Gila.

Depois de ser reprovado em alguns editais, como consta na contra-capa do disco físico, Catarina brilhou muito e agrada, sim, aqueles que esperam mais originalidade e força de unidade na música que estamos fazendo hoje. Não há mais tempo para a caretice, é preciso abrir os ouvidos para que possamos deixar coisas novas serem ditas pelo viés da arte. Catarina é necessário para os dias de hoje e de amanhã. A mulher na representação dos amores reais e da vida possível que á a única que podemos viver e tirar dela suas verdadeiras emoções. Catarina JÁ!

Saiba mais:
Site de Catarina
Facebook de Catarina
SoundCloud de Catarina
twitter da @CatarinaDeeJah
Youtube da Catarina

Mulher Cromaqui – 2013
Mulher-Cromaqui
1. Kay Fora
2. Sarará
3. Amufinada
4. Intercâmbio Cultural
5. Lá Mi Ré Dó Ré Lá
6. Hey Mãe
7. Toca-te Dentro
8. Vem Que vem
9. Mulher Tiragosto
10. Dara
11. Intercumbia
12. Raça Desunida

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Adicionado: 01/07/2014
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